Ooforectomia
Cirurgia para remoção de um ou ambos os ovários
A ooforectomia é o procedimento cirúrgico realizado para remover um ou ambos os ovários. A cirurgia pode ser indicada para o tratamento de diferentes condições ginecológicas e, sempre que possível e adequado ao caso, pode ser realizada por técnicas minimamente invasivas, como a videolaparoscopia e a cirurgia robótica.
A decisão de retirar um ovário é feita de forma individualizada. Além do diagnóstico, são considerados fatores como idade, sintomas, características da alteração ovariana, histórico familiar, risco oncológico e planos reprodutivos da paciente.
Quando a ooforectomia pode ser indicada?
A remoção do ovário pode ser necessária diante de cistos ou massas ovarianas complexas, tumores benignos ou malignos, torção ovariana com comprometimento do órgão, endometriose grave ou outras situações em que a preservação do ovário não seja possível ou segura.
Em mulheres com risco aumentado para determinados cânceres ginecológicos por fatores genéticos ou familiares, a retirada preventiva dos ovários também pode ser considerada após investigação e aconselhamento específicos.
É importante diferenciar a ooforectomia da cirurgia de retirada apenas de um cisto ovariano. Quando existem condições para preservar o ovário, pode ser realizada a cistectomia, retirando-se a lesão e mantendo o tecido ovariano saudável.
Cirurgia minimamente invasiva
Grande parte das ooforectomias pode ser realizada por videolaparoscopia, utilizando pequenas incisões no abdome e uma câmera que proporciona visão ampliada das estruturas da pelve.
Quando adequadamente indicada, a abordagem minimamente invasiva geralmente proporciona menor trauma cirúrgico, menor tempo de internação, recuperação mais rápida e cicatrizes menores em comparação com a cirurgia aberta.
Cirurgia robótica
Em casos selecionados, a cirurgia robótica também pode ser utilizada. A plataforma oferece visão tridimensional ampliada e instrumentos articulados, recursos que auxiliam o cirurgião na dissecção e manipulação de estruturas delicadas.
A escolha entre videolaparoscopia, cirurgia robótica ou outra abordagem depende do diagnóstico, da complexidade do caso e do planejamento realizado antes da cirurgia.
O que acontece quando apenas um ovário é retirado?
Quando somente um ovário é removido e o outro permanece saudável, o ovário preservado pode continuar produzindo hormônios e liberando óvulos. Dessa forma, dependendo de outros fatores, a mulher pode manter sua função hormonal e seu potencial de fertilidade.
Por isso, especialmente em mulheres em idade reprodutiva, a possibilidade de preservação ovariana é um aspecto importante do planejamento cirúrgico sempre que clinicamente viável.
E quando os dois ovários precisam ser removidos?
A retirada dos dois ovários é denominada ooforectomia bilateral. Quando realizada antes da menopausa natural, provoca uma redução abrupta na produção dos hormônios ovarianos e leva à chamada menopausa cirúrgica.
Essa decisão exige avaliação cuidadosa dos benefícios e das possíveis repercussões hormonais, reprodutivas, ósseas e cardiovasculares. Dependendo da idade e das condições clínicas da paciente, também pode ser necessário discutir o acompanhamento após a cirurgia e a possibilidade de tratamento hormonal.
Uma cirurgia que exige planejamento individualizado
Na cirurgia ovariana, o objetivo não é simplesmente retirar uma estrutura. É necessário avaliar o que precisa ser tratado e o que pode ser preservado, considerando tanto o controle da doença quanto as repercussões futuras para a saúde da mulher.
A indicação da ooforectomia, sua extensão e a técnica cirúrgica devem ser definidas após avaliação especializada, análise dos exames e discussão individualizada com a paciente.