Dr. Acir Novaczyk — Cirurgião Ginecológico

Cistos Ovarianos

O que são cistos ovarianos?

Cistos ovarianos são formações que surgem dentro ou na superfície dos ovários e podem conter líquido, material sólido ou uma combinação dos dois.

Eles são relativamente comuns, especialmente durante a idade reprodutiva, e muitos estão relacionados ao próprio funcionamento dos ovários. Grande parte é benigna e pode desaparecer espontaneamente, sem necessidade de cirurgia. Outros, porém, persistem, aumentam de tamanho ou apresentam características que exigem investigação e tratamento.

Por que os cistos aparecem?

Existem diferentes tipos de cistos ovarianos e, por isso, suas causas também variam.

Os chamados cistos funcionais estão relacionados ao ciclo menstrual e geralmente regridem espontaneamente. Há ainda cistos associados a condições ginecológicas, como os endometriomas, relacionados à endometriose, além de teratomas (cistos dermoides), cistoadenomas e outras formações ovarianas.

A idade da paciente, o tamanho e a aparência do cisto nos exames de imagem e sua evolução ao longo do tempo ajudam a definir a conduta.

Quais são os sintomas?

Muitos cistos ovarianos não provocam sintomas e são descobertos durante exames realizados por outros motivos.

Quando há manifestações, podem ocorrer dor ou sensação de peso na região pélvica, desconforto abdominal, distensão, dor durante a relação sexual e alterações menstruais.

Em algumas situações, complicações como ruptura ou torção ovariana podem provocar dor súbita e intensa, exigindo avaliação médica imediata.

Todo cisto ovariano precisa ser operado?

Não. E esse é um ponto importante.

A indicação de cirurgia depende de uma avaliação individualizada. São considerados fatores como idade da paciente, sintomas, tamanho do cisto, persistência ou crescimento da lesão, características observadas nos exames e suspeita de malignidade.

Quando o acompanhamento é seguro, a paciente pode permanecer sob observação clínica e realizar exames periódicos. Quando existe indicação cirúrgica, define-se a técnica mais adequada para cada caso.

Como é o tratamento cirúrgico?

Quando a cirurgia é necessária, uma das possibilidades é a videolaparoscopia, técnica minimamente invasiva realizada por pequenas incisões no abdome.

Dependendo do diagnóstico e das condições encontradas, pode ser realizada uma cistectomia ovariana, na qual se retira o cisto procurando preservar o tecido saudável do ovário.

Em determinadas situações, entretanto, pode ser necessária a retirada do ovário (ooforectomia) ou outra abordagem cirúrgica. Essa decisão considera fatores como características da lesão, idade, desejo reprodutivo e segurança da paciente.

Cirurgia minimamente invasiva

A videolaparoscopia permite ao cirurgião visualizar a cavidade pélvica por meio de uma câmera e realizar o procedimento utilizando instrumentos delicados introduzidos por pequenas incisões.

Quando indicada e tecnicamente possível, a abordagem minimamente invasiva está associada a menores incisões, menor dor pós-operatória e recuperação mais rápida quando comparada à cirurgia abdominal aberta.

A escolha da técnica, entretanto, deve ser individualizada após avaliação clínica e dos exames de cada paciente.

Avaliação especializada faz diferença na decisão

Encontrar um cisto no ovário não significa automaticamente precisar de cirurgia. O primeiro passo é compreender que tipo de formação está presente, suas características e se existe realmente indicação de intervenção.

Quando a cirurgia é necessária, o planejamento considera não apenas a retirada da lesão, mas, sempre que possível e clinicamente adequado, a preservação da função ovariana.